Não, a covid-19, que matou cerca de 200 mil brasileiros em números oficiais, e mais de mil pessoenses, não é “mimimi”, nem “histeria coletiva”.

Os argumentos usados pelo novo secretário de Saúde de João Pessoa, Fábio Rocha, para justificar o retorno de outros atendimentos nas Unidades de Pronto Atendimento, tirando a exclusividade de casos de covid-19, foram, no mínimo, infelizes, e acendem alerta.

A decisão de abrir as Upas para outros atendimentos é sim discutível em virtude do momento de extrema preocupação com o novo avanço da doença. E isso não significa ignorar outras enfermidades. Caberia a prefeitura apresentar soluções que não elevassem o risco de contaminação em uma unidade de saúde.

O maior problema, contudo, não é o chefe da Saúde de João Pessoa falar o que pensa, mas sim pensar aquilo que fala.

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