Não é de hoje que o blog questiona o desserviço oferecido pelas empresas de ônibus em parceria com a Prefeitura de João Pessoa aos usuários de transporte público. Basta uma rápida pesquisa aqui para comprovar.

Na pandemia da covid-19, o problema se agravou significativamente, com ônibus lotados, paradas de espera da mesma forma, mas com uma diferença em relação a preocupação de autoridades com outros ambientes: quem anda em busão é pobre, que em caso de contaminação, não fará falta se morrer. Basta enterrar. É assim que eles pensam.

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Observe: o ex-prefeito Luciano Cartaxo (PV), que governou a cidade até vinte dias atrás, além de ter sido o gestor que elevou a tarifa de ônibus de João Pessoa para mais cara do Nordeste, aderiu na pandemia ao “morra quem morrer”, quando decretou a volta dos coletivos ainda no pico da doença e com frota reduzida.

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Já Cícero Lucena (Progressistas), que assumiu recentemente a Prefeitura, ignorou da sua intensa agenda nos primeiros 20 dias, o transporte público, maior vetor de contaminação na pandemia.

Cícero, aliás, em uma das promessas de campanha, falou em melhorar o serviço dos ônibus e cogitou diminuir o valor da tarifa. A realidade, porém, é outra: a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana analisa um novo reajuste – hoje em R$ 4,15 – a partir de fevereiro.

Pra ser bem direto, a verdade é que passagem de ônibus virou passaporte para UTI.

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