Não se engane quando ouvir que Bolsonaro promoverá uma reforma ministerial em seu governo nos próximos dias. É necessário, mais do que nunca, interpretar fatos. A provável nomeação do senador Ciro Nogueira para o Ministério da Casa Civil e a recriação do Ministério do Trabalho nada mais é do que a conta a ser paga pelo psicopata de Brasília para permanecer no poder até o fim de 2022. A sangria no país é um detalhe. Fragilizado popularmente e com integrantes do governo, inclusive, militares, apontados nos esquemas de corrupção na Saúde, Bolsonaro virou um fantoche do Centrão, que em 2018 era carinhosamente chamado de “ladrão” pelo general Augusto Heleno. É a este grupo que Bolsonaro entregou a chave da República.

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O dono do (des) governo passa a ser definitivamente o Progressistas de Ciro Nogueira, dono de uma ficha robusta de denúncias. Além da Casa Civil, coração do governo, o partido já comanda a Câmara dos Deputados, com Arthur Lira – que rechaça a possibilidade de abrir o processo de impeachment – e a liderança do governo na Casa, com Ricardo Barros, envolvido no rolo da vacina indiana Covaxin – há um mês o silêncio do presidente grita sobre o assunto. E mais: com a ida à Casa Civil, Nogueira será substituído no Senado pela própria mãe. Não há mais presidente. Nunca houve. Há um fantoche, agora agachado de vez para o Centrão. Se gritar…

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