De uma coisa o deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB), pré-candidato a governador, tem certeza para as eleições deste ano: quer distância da disputa nacional.

Mas não é por convicção, já que o próprio parlamentar se engajou para que o governador gaúcho Eduardo Leite fosse o candidato do seu partido à Presidência. Mas, sim, por falta de opção.

Pedro poderia apoiar dois candidatos à Presidência da República. O atual presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria.

Cunha Lima chegou a indicar seu cunhado para o governo bolsonarista. Evaldo Cruz Neto passou boa parte dos últimos 4 anos no comando da Sudene. Pedro também foi um assíduo da pauta do presidente no Congresso. Mas Bolsonaro chegará a eleição desgastado pelo fracasso na economia e na pandemia.

O presidente brasileiro sofrerá forte resistência no Nordeste, historicamente reduto do Partido dos Trabalhadores. Pedro fará de conta que nunca apoiou o governo bolsonarista, apesar do cunhado, por indicação do próprio tucano, ter feito parte da administração.

João Doria também não empolga Cunha Lima. Segundo a pesquisa Quaest/Genial divulgada nesta quarta-feira (9), o governador do principal estado do país tem apenas 2% da preferência do eleitorado brasileiro. No Nordeste, a situação de Doria é ainda pior. Candidato ao governo da Paraíba, Pedro não quer saber da disputa presidencial.

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