A pizzaria Formaggio 43 se manifestou nesta quinta-feira, 12, a respeito do inquérito aberto pelo Ministério Público do Trabalho da Paraíba para apurar suposto assédio moral a um cozinheiro, que experimentou a pizza antes do presidente Jair Bolsonaro (PL) comer na semana passada.

O estabelecimento atribuiu a repercussão do caso a “uma nítida politização do caso, que envolve figura política nacionalmente conhecida, mas que, na verdade, foi normalmente tratada pela Formaggio 43 como uma relação de consumo, como efetivamente foi.”

A pizzaria nega que tenha cometido assédio ao funcionário, a pedido da equipe presidencial. A Formaggio 43 ressalta que a visita de Bolsonaro não foi programada.

Leia, abaixo, a nota completa:

A Formaggio 43 vem a público se manifestar em relação às publicações jornalísticas veiculadas nos meios de comunicação, que envolvem suposta prática de assédio moral em ambiente de trabalho, durante uma visita não programada, ocorrida no mês de maio de 2022, do atual Presidente da Republica a um dos seus estabelecimentos, na condição exclusiva de cliente/consumidor.

Inicialmente, registra-se que Formaggio 43 é um grupo empresarial que gera dezenas de empregos e recolhe toda a carga tributária que recai sobre o seu faturamento, gerando renda à população e receita ao Poder Público, cumprindo, portanto, sua função social, além de ser uma marca consolidada no mercado local, inclusive contando com o reconhecimento público e notório da população, existente desde muito antes da referida visita, que prima pelo respeito aos seus clientes e empregados, não respondendo a qualquer Reclamação Trabalhista, o que sinaliza a correção e a seriedade com que trata sua equipe, diferentemente do que vem sendo ventilado nos meios de comunicação. Neste mesmo sentido, não recebeu, até o presente momento, qualquer notificação originária do MPT, como vem sendo equivocadamente difundido.

De tal forma, antes de adentrar no mérito da questão, a Formaggio 43 não apenas repudia, como, em especial, vem NEGAR publicamente a prática de assédio moral em desfavor de qualquer de seus colaboradores.

A bem da verdade, o fato em questão decorre, infelizmente, de uma nítida politização do caso, que envolve figura política nacionalmente conhecida, mas que, na verdade, foi normalmente tratada pela Formaggio 43 como uma relação de consumo, como efetivamente foi.

Contudo, caso o Ministério Público do Trabalho efetivamente instaure qualquer procedimento investigativo, a Formaggio 43 vai estar de portas abertas para receber os representantes de tal instituição, a fim de subsidiar eventual apuração e certamente elidir a tentativa, de quem quer que seja, de utilização de uma instituição séria e respeitada como o MPT, para macular a imagem e a honra de tal grupo empresarial.

Assim sendo, refuta-se a tentativa de associação da Formaggio 43 a qualquer prática reprimida pela Legislação Trabalhista, bem como, em especial, a eventual tese de posicionamento político da empresa, por meio de conduta supostamente enviesada.

Diga-se ainda: a Formaggio 43, após a presente reconstrução dos fatos, permanece totalmente à margem de factoides de cunho político posto que, repita-se, sua conduta empresarial, não apenas no referido episódio, mas SEMPRE, é de apenas servir, com excelência e rigor legal, a toda sua clientela.

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